Pesquisar

A importância do Sado para romanos, muçulmanos e cristãos

Do Sado partiram os portugueses para Ceuta. A indústria naval iniciada por muçulmanos ditou o destino do rio e de Alcácer na história dos Descobrimentos. A vila era já um grande centro por causa daquela estrada fluvial, explorada desde o tempo dos romanos.

Os romanos chamaram-lhe Salacia e desta povoação à beira-rio fizeram uma cidade armazém tão importante para o seu império que os moradores tinham o estatuto de cidadãos de Roma. Dali partiam produtos que lhes eram essenciais como sal, cereais e minérios do Alentejo.

O comércio fluvial continuou intenso com os mouros, excelentes artesãos que ali desenvolveram uma indústria de construção naval, mantida e continuada por toda a Idade Média. Durante os mais de três séculos de domínio árabe (715 a 1158), Al-Kassr foi capital de província, com grossas muralhas a defendê-la dos inimigos. Quando o seu castelo, um dos mais fortes da Península Ibérica, foi tomado por Afonso II, abriu-se um novo capítulo na vida da povoação, agora Alcácer do Sal.

Até à criação da rede ferroviária, o rio encurtava distâncias entre sul e norte e era a estrada que abastecia Lisboa de pão. Dezenas e dezenas de naus e batéis entravam e saiam do porto, carregados de produtos que pagavam imposto já no tempo de D. Dinis. Na zona ribeirinha do Sado a azáfama era grande, maior ficou quando as caravelas que iriam seguir os caminhos da expansão marítima ali começaram a ser construídas. Assim o rio ficou a ser o grande protagonista desta povoação, como é referido aqui pela jornalista Paula Moura Pinheiro e pela historiadora Maria Teresa Lopes Pereira.

 

  • Temas: História
  • Ensino: 3º Ciclo, Ensino Secundário

Ficha Técnica

  • Título: Visita Guiada - Alcácer do Sal
  • Tipo: Extrato de Programa Cultural
  • Autoria: Paula Moura Pinheiro
  • Produção: RTP
  • Ano: 2016

A RTP utiliza cookies no seu sítio para lhe proporcionar uma experiência mais agradável e personalizada. Consulte a nossa Política de Privacidade.