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A indústria no período entre a ditadura e a integração europeia

A indústria portuguesa conhece importantes mudanças nas últimas décadas do século XX. Assiste à queda de um regime, à instabilidade da implementação da democracia, com a nacionalização de diversos sectores da economia, e à adesão à CEE.

As matérias-primas que chegam das colónias têm um papel fundamental para a indústria portuguesa que, na fase final do Estado Novo, continua a beneficiar de uma política de proteção estatal e é condicionada por decisões administrativas.

A mão-de-obra é pouco qualificada e escassa, tanto pelo número elevado de portugueses que emigram, de forma legal ou ilegal, como pelo recrutamento para a guerra nas colónias. As condições laborais estão degradadas e a legislação beneficia, de forma clara, o patronato.

Apear desta situação assiste-se ao surgimento de novas indústrias e alguns investimentos de vulto no sector público, como é o caso da indústria do papel e dos grandes estaleiros navais na foz do Tejo ou do porto de Sines.

O condicionamento industrial só desaparece na fase final do regime, derrubado em Abril de 1974 por um golpe militar. Segue-se grande agitação social, com a nacionalização de diversos sectores da economia portuguesa, que causaram grande instabilidade na indústria e levaram ao afastamento de empresários e à saída de capitais. Em termos legais assiste-se a um aumento dos direitos laborais.

A entrada de Portugal na União Europeia, em 1985, tem como consequência a chegada de novos capitais e um novo impulso no sector industrial. As privatizações nas décadas seguintes e a reativação do mercado de capitais também ajudaram a mudar o panorama da indústria nacional.

Ficha Técnica

  • Título: História da Indústria em Portugal - Da ditadura á integração europeia
  • Tipo: Documentário
  • Produção: RTP/ AEP
  • Ano: 2000

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