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A nacionalização da banca

A 14 de março de 1975 são nacionalizados os bancos portugueses, por decisão do Conselho de Revolução. Este foi um dos factos mais marcantes do período do PREC, e representou uma maior intervenção do Estado na economia nacional.

Não tinha passado sequer um ano desde que o Estado Novo se desfizera, e a sociedade portuguesa vivia num processo de transformação acelerado e por vezes turbulento. A  11 de Março ocorre um golpe falhado de Antóno de Spínola, que na altura já não era presidente e teria sido avisado de um suposto plano de matanças por parte da extrema esquerda. O governo decide que é urgente controlar a banca, e aprova – três dias depois – o decreto-lei 132-A/75, que determina a sua nacionalização.

O Conselho da Revolução justifica tal medida com a necessidade de concretizar “uma política económica antimonopolista que sirva as classes trabalhadoras e as camadas mais desfavorecidas da população portuguesa, no cumprimento do Programa do Movimento das Forças Armadas”. E acusa o sistema bancário, privado, de estar ao serviço dos grandes grupos económicos.

O controlo da economia por parte do novo poder iria determinar a nacionalização de empresas de outros sectores, como os transportes, os seguros, a energia ou a refinação do petróleo, o que levou alguns grandes empresários a procurarem refúgio no estrangeiro, sobretudo no Brasil.

“Dicionário de Abril” é uma série de pequenos programas dedicados ao 25 de Abril de 1974 e ao período de instauração do regime democrático em Portugal, produzidos a partir de imagens de arquivo.

 

 

Ficha Técnica

  • Título: Dicionário de Abril - Letra B
  • Tipo: Programa
  • Autoria: António Reis/ Maria Inácia Rezola/ Paula Borges
  • Produção: Braveant/ RTP
  • Ano: 2012

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