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Absolutismo, liberalismo e proteccionismo

A chegada da corte portuguesa ao Brasil, na sequência das invasões franceses, vai ter grande impacto na economia local e no futuro do império. O regresso do rei a Lisboa e o fim das guerras liberais trouxeram também um novo ciclo económico, mas também importantes revoltas populares.

Na sequência da primeira invasão francesa, a corte retira-se para o Brasil onde D. Maria I e o filho D. João cedem à pressão britânica e abrem os portos ao comércio, autorizando também, pela primeira vez, a instalação de manufaturas na colónia.

Treze anos depois D. João regressou a Portugal, já como rei, seguindo-se um período marcado pela instabilidade e pela guerra civil. Após o conflito, que terminou com a vitória dos liberais sobre os absolutistas, assistiu-se a um período de expansão económica e afirmação do capitalismo industrial. Surgem as primeiras chaminés de fábricas e são fundadas empresas como a Vista Alegre.

Com as ideias liberais foram abolidas as corporações e defendeu-se a livre concorrência, decisões que causaram grande contestação entre os industriais e os operários que pretendiam políticas mais protecionistas. Os últimos contestam também a instalação de maquinaria, temendo perder os empregos.

Apesar do progresso económico existe uma forte contestação social, especialmente devido à política de impostos de Costa Cabral. O descontentamento atinge o auge após a proibição de enterramento dos mortos nas igrejas, legislação que vai desencadear movimentos como as revoltas da Maria da Fonte ou da Patuleia.

Ficha Técnica

  • Título: História da Indústria em Portugal - Absolutismo, liberalismo, proteccionismo e livre-câmbio
  • Tipo: Extrato de Documentário
  • Produção: RTP/ AEP
  • Ano: 2000

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