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António Gedeão, experiências feitas poesia

António Gedeão (1906-1997), pseudónimo de Rómulo de Carvalho, começa a publicar poesia aos 50 anos de idade. Figura destacada da cultura científica e do ensino, descobre mais tarde a arte das palavras. É o poeta da "Pedra Filosofal".

Até aos 50 anos um “sonho comanda a vida” de Rómulo de Carvalho. Chama-se Ciência. Por isso faz-se cientista, professor, autor de manuais escolares, uma intensa atividade praticada durante quase meio século de vida.

Tanto o seu trabalho é reconhecido que o dia do seu nascimento, 24 de novembro, passa a ser o dia Nacional da Cultura Científica.

Mas há um outro sonho latente, uma vocação que se manifestara quando era apenas um menino e já versejava. Aos 11 anos, Rómulo decide abraçar a epopeia de terminar aquela que é considerada a obra máxima da literatura portuguesa, “Os Lusíadas“. Escreve as setes estrofres do canto XI que acabam publicadas. Porém, pensa sempre que os seus poemas não têm qualidade, e tudo o que vai escrevendo, vai destruindo.

Só aos 50 anos de idade, Rómulo de Cavalho “pula e avança” para a poesia. Depois de participar num concurso, arrisca o primeiro livro de poemas: “Movimento Perpétuo”. E como se de uma outra vida se tratasse, o pedagogo escolhe para si um novo nome: António Gedeão.

Gedeão  é o poeta da “Pedra Filosofal”, um hino ao sonho que se fez canção de muitas gerações.

 

 

 

 

Ficha Técnica

  • Título: Um dia com... António Gedeão
  • Tipo: Extrato de Programa
  • Produção: RTP
  • Ano: 1971

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