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O assassinato de D. João VI

As suspeitas surgiram logo a após a morte de D. João VI (1767-1826), mas só recentemente foram confirmadas. Testes em laboratório comprovam que o monarca foi assassinado com veneno.

Os resultados dos testes foram anunciados no ano 2000 e apontavam para a existência de valores de arsénio quatro vezes superiores à quantidade necessária para matar um homem. O arsénio foi um veneno muito utilizado durante o século XIX pelo facto de ser incolor e inodoro.

Para chegar a esta conclusão uma equipa multidisciplinar, coordenada pelo arqueólogo Francisco Rodrigues Ferreira, analisou as vísceras do rei, que se encontravam num pote, enterradas no chão da Capela dos Meninos da Palhavã, do Mosteiro de S. Vicente de Fora.

A sintomatologia descrita pelo cronista Frei Cláudio da Conceição, que acompanhou a doença súbita do monarca, já deixava a suspeita de que algo estranho se passara e que a utilização de um veneno era plausível.

Falta saber quem terá sido responsável pelo envenenamento. Tratou-se de um reinado difícil marcado pelas guerras napoleónicas, guerra civil entre liberais e absolutistas, disputas políticas, matrimoniais e familiares intensas que influenciaram de forma decisiva a sucessão dinástica.

Ficha Técnica

  • Título: Câmara Clara - A Morte de D. João VI
  • Tipo: Reportagem
  • Autoria: Inês Fonseca Santos
  • Produção: RTP
  • Ano: 2007

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