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Baleia-azul: ver o maior cetáceo em migração

Navegam milhares de quilómetros para passar o verão no atlântico norte e o inverno nas águas equatoriais. E as longas viagens da maior criatura que alguma vez existiu fazem escala nos Açores. É por lá, ao largo do Pico, que avistamos baleias em migração.

Nunca houve no mundo um animal tão grande como a baleia-azul. Nem mesmo o maior dos maiores dos dinossauros competia com o gigante tamanho deste cetáceo, imenso e sereno, que atravessa os mares num perpétuo movimento migratório.

Quando nasce, a nossa baleia pesa mais do que um tubarão-branco adulto: três toneladas distribuídas por sete metros e meio de comprimento. Mas há crias que ultrapassam a média. Nos primeiros tempos de vida, alimentam-se exclusivamente de leite materno, composto por 40% de gordura, e ganham quatro quilos por hora. A este ritmo não é de admirar que alcancem duzentas toneladas de muita formosura e uns espetaculares trinta metros de comprimento. Impossível não ver a Balaenoptera musculus, o grande animal de todos os oceanos.

Durante a longa migração entre os trópicos e a calote polar, a baleia-azul faz escala nos Açores, mesmo ao largo da ilha do Pico. Onde antes eram caçadas por ilhéus, são agora observadas por equipas de cientistas e barcos carregados de turistas. Todos querem ver o gigante, o mais perto possível para satisfazer curiosidades e responder a questões. Como esta: porque razão o caminho dos cetáceos passa por estes mares?

Para começar, a comida, que um animal de tal tamanho alimenta-se também pela boca e, em viagens longas, é preciso saber onde se come bem. Acontece que o principal alimento das baleias, um pequeno crustáceo altamente calórico, o krill, é abundante nestas águas e, por isso, pode ser uma zona unicamente de alimentação. Com  a barriga cheia, ganham forças para continuar a navegar, e tudo o que comem em excesso é armazenado como gordura para queimar no caminho.

Ou então os Açores são um ponto de orientação, uma referência no mapa migratório, para não se desorientarem ou perderem. Talvez não haja um motivo apenas, mas uma conjugação de fatores que conduz  os animais a estas paragens, onde, para além da baleia-azul, as espécies mais avistadas são a baleia comum (balaenoptera physalus) e a baleia-sardinheira (balaenoptera borealis). Podemos ver alguns exemplares com a equipa da RTP que acompanhou a migração das grandes baleias.

Ficha Técnica

  • Título: Notícias do Dia - Observação de Cetáceos
  • Tipo: Reportagem
  • Autoria: Luís Henrique Pereira
  • Produção: RTP
  • Ano: 2012

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