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Covas do Rio, retrato de uma aldeia

Em Março de 1975 a RTP acompanhou elementos das forças armadas num campanha de dinamização cultural a Covas do Rio. O objetivo era mostrar ao país como viviam as pessoas de uma aldeia portuguesa que nem estrada de acesso tinha.

Para chegar à aldeia tanto os militares como a equipa da RTP tiveram de calcorrear veredas íngremes porque a aldeia não tinha qualquer estrada de acesso, um dos problemas mais referidos pela população de Covas do Rio.

A falta de acessos obrigava a longas deslocações a pé por acessos nem sempre fáceis. Em caso de doença, por exemplo, as pessoas tinham de ser transportadas numa padiola cerro acima para poder receber assistência. De resto os médicos também se recusavam a fazer a caminhada ou cobravam valores que a população diz não ter.

Em 1975 o Movimento das Forças Armadas (MFA) colocou no terreno brigadas de Dinamização Cultural e Ação Cívica que percorreram o país – especialmente as zonas mais desfavorecidas – com o objetivo de fazer o levantamento das condições de vida das populações, colaborar na resolução de problemas de âmbito material e dar formação para questões diversas.

Um semana depois da realização desta reportagem a RTP e os militares regressaram à mesma aldeia para mostrar as imagens que tinham recolhido, porque o povoado não tinha luz nem, consequentemente, televisão.

Ficha Técnica

  • Título: Campanha de dinamização cultural e ação cívica do MFA em Covas do Rio
  • Tipo: Reportagem
  • Autoria: Carlos Soares
  • Produção: RTP
  • Ano: 1975

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