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Golpe das Caldas, prenúncio da mudança

A poucas semanas da revolução, o Regimento de Infantaria nº 5 avançou das Caldas da Rainha para Lisboa para derrubar o governo. A tentativa de golpe de Estado foi anulada pelo regime, mas ajudou a fortalecer o MFA e, mais tarde, ao sucesso do 25 de Abril.

A insatisfação com a guerra colonial e a falta de liberdade política foi sinalizada, no início de 1974, por vários episódios. António de Spínola lançou o seu livro “Portugal e o Futuro”, defendendo uma solução política para o conflito, e a 5 de Março, o Movimento das Forças Armadas (MFA) põe a circular um documento elaborado por Melo Antunes contra a intervenção portuguesa nas colónias.

O afastamento de Costa Gomes (Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas) e de Spínola (seu vice), por não terem participado numa cerimónia de apoio à política colonial de Marcelo Caetano (e que ficou conhecida como a “brigada do reumático”) causou também perturbação em vários sectores militares.

Pensando que outras unidades o seguiriam, o Regimento de Infantaria nº5, das Caldas da Raínha, dirigiu-se para a capital, com o objectivo de provocar o golpe de Estado. Mas ficou isolado nesta missão, o que levou à detenção de quase duzentos envolvidos, que só foram libertados após o 25 de Abril.

“Dicionário de Abril” é uma série de pequenos programas dedicados ao 25 de abril de 1974 e ao período de instauração do regime democrático em Portugal, produzidos a partir de imagens de arquivo.

Ficha Técnica

  • Título: Dicionário de Abril - Letra G
  • Tipo: Programa
  • Autoria: António Reis/ Maria Inácia Rezola/ Paula Borges
  • Produção: Braveant/ RTP
  • Ano: 2012

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