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Eugénio de Andrade, as mãos que deram os frutos da poesia

Nasceu e chamaram-lhe José Fontinhas. Nem a alegria de ver o seu nome impresso pela primeira vez mata o desejo de ser mais que esses iniciais passos literários que rejeitará toda a vida. Eugénio de Andrade é o nome que afirma um autor de corpo inteiro.

Lança o primeiro livro de poesia, “Adolescente”, já sob o nome de Eugénio de Andrade, depois de se ter envergonhado de escrever “Narciso”, o primeiro poema. Acaba por renunciar também a este livro, por aquilo a que chama excesso de jovialidade. É com “As Mãos e os Frutos”, em 1948, que o seu nome ecoa nas palavras de Jorge de Sena ou de Vitorino Nemésio, reafirmando o sucesso da sua poesia. Desde então, inicia uma carreira particularmente fértil em poesia, mas também com produção de prosa, tradução e antologia.

O nome de Eugénio de Andrade eleva-se ao primeiro plano da poesia portuguesa e também a uma grande repercussão internacional, com 55 títulos traduzidos em mais de 20 línguas, sucessivas reedições e inúmeros prémios nacionais e internacionais.

Escreve numa poesia breve, em que, por vezes, apenas um ou dois versos chegam a parecer conter o universo. Uma poesia cristalina, que releva a palavra em todos os seus valores, uma poesia que apela para a luz e para o alto, não esquecendo o peso das sombras, os obscuros domínios que têm, mas que as tenta enfrentar e alumiar. Uma poesia em que se procura a unidade primordial, na relação Homem-Natureza. Viveu no Porto, cidade que o tornou cidadão honorário e onde faleceu, a 13 de Junho de 2005.

Ficha Técnica

  • Título: Eugénio de Andrade
  • Tipo: Extrato de programa
  • Autoria: Alberto Serra
  • Produção: RTP
  • Ano: 2004

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