Pesquisar

Guerra Junqueiro (1850-1923)

Terá Guerra Junqueiro dito: "Os políticos consideram-me um poeta; os poetas, um político; os católicos julgam-me um ímpio; os ateus, um crente". Certo é que figura entre os autores de vulto das letras portuguesas.

Abílio Manuel Guerra Junqueiro nasceu em Freixo de Espada à Cinta numa família tradicional de lavradores abastados que lhe antecipa um destino eclesiástico. Mas, aos 18 anos, deixa para trás dois anos do curso de Teologia e licencia-se em Direito em Coimbra na altura em que estoira a Questão Coimbrã.

Acompanham-no, ao longo da vida, as ideologias na ação política e administrativa – teve cargos governamentais em território nacional e no estrangeiro – e o que delas resulta em escrita literária, tornando-se o mais destacado exemplo de um romantismo social panfletário, com influência literária de Victor Hugo e de Voltaire. Cura ainda da lavoura, de que gosta, nas suas terras de Barca de Alva, no Douro.

Nos anos oitenta do século dezanove, junta-se aos Vencidos da Vida, com Ramalho Ortigão, António Cândido, Eça de Queirós, Oliveira Martins, entre outros. “Finis Patriae” é a reação literária ao acto político do Ultimato Inglês e é esta a altura em que se afasta ideologicamente de Oliveira Martins, optando por defender a República como solução para as mazelas da sociedade portuguesa.

“Os Simples” é já uma obra de louvor à terra, de evocação de infância saudosa, de carinho pela paisagem social e que é posterior  a “Pátria”, tendo sido ambos produzidos já numa fase final da vida, quando se retira para o Douro, numa notória viragem da orientação poética.
Em “Oração ao Pão” e “Oração à Luz”, percorre já caminhos metafísicos.

Guerra Junqueiro morre em Lisboa, em 1923, provocando manifestações nacionais de pesar. Está sepultado no Panteão Nacional.

Ficha Técnica

A RTP utiliza cookies no seu sítio para lhe proporcionar uma experiência mais agradável e personalizada. Consulte a nossa Política de Privacidade.