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José Gomes Ferreira, um Homem do Tamanho do Século

Tem quase um século de história a vida de José Gomes Ferreira. Porém, tudo o que deixou escrito ficou intemporal: poesia, ficção, aventuras que seguem o caminho dos sonhos. É ele o poeta militante que acreditava poder salvar o mundo com palavras.

José Gomes Ferreira acreditava no poder transformador da poesia. Observador atento do quotidiano, revoltado com as injusiças, desenvolveu a “teoria do grito poético” para alertar consciências. Percebeu que era um ingénuo mas não desistiu de esgrimir poemas nessa missão salvífica da humanidade.

Nascido na Rua das Musas, no Porto, começou a juntar letras aos 5 anos e aprendeu a ler sózinho. Muito antes de escrever poesia, dedicou-se a escrever música, a sua outra paixão, e compôs o seu primeiro poema sinfónico (“Idílio Rústico”) aos 17 anos. Só muito mais tarde, depois de perceber que não tinha vocação para ser advogado, começa o labor da escrita em jornais e revistas.

Nos poemas que vai fazendo, amadurece uma linguagem poética inovadora, uma voz própria que não reconhece na sua obra de estreia “Lírios do Monte” que publica aos 18 anos e que considera um equívoco adolescente.

Encontrou a “poesia autêntica” em 1931, quando produz “Viver sempre também cansa”, que publica na revista “Presença”. Os seus versos começavam então a ser um estandarte de luta, resistência e esperança.

Autor de livros como “Aventuras Maravilhosas de João Sem Medo”, “Poeta Militante”, “Irreal Quotidiano” ou “Gaveta de Nuvens”, a vida e o percurso literário de José Gomes Ferreira (1900-1985) são recordados no documentário que aqui trazemos, intitulado “Um Homem do Tamanho do Século”.

Ficha Técnica

  • Título: Um Homem do tamanho do século
  • Tipo: Documentário
  • Autoria: António Cunha
  • Produção: Videoteca Municipal/ RTP
  • Ano: 2001

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