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O Presépio da Madre de Deus

O mais antigo presépio barroco português esteve mais de 200 anos desmontado e guardado em caixotes. Encomendado pelo Convento da Madre de Deus ao mestre António Ferreira, é composto por 42 esculturas únicas. Uma encenação em fundo azul, com anjos a voar.

Dentro da maquineta, o presépio que nos chega do século XVIII conserva o poder de encantar quem dele se aproxima. Ontem, como hoje, as suas 42 peças únicas, algumas com setenta centímetros de altura, prendem o olhar em pormenores riquíssimos de grande realismo, como as figuras da velha e do tocador de sanfona. Deve-se a arte a um dos grandes presepistas portugueses, António Ferreira, a quem Machado de Castro chamou génio e de quem Almeida Garrett fala por duas vezes no romance “Viagens da Minha Terra”.

A encenação, de grandes proporções, foi encomendada pelo convento da Madre de Deus, fundado em 1509 para receber as freiras Clarissas, que ali viviam em total clausura,  e que hoje alberga o Museu do Azulejo. Por isso, o escultor homenageia o universo feminino trazendo para primeiro plano mais figuras de mulheres, nas várias fases da vida, como nos explica o historiador de arte Alexandre Pais.

Começamos esta visita guiada pela Capela de Santo António onde, no início de setecentos, a casa do presépio ficava montada todo o ano, e as freiras ali entravam para se ajoelharem em veneração ao menino Deus.

 

  • Temas: Artes
  • Ensino: 3º Ciclo, Ensino Secundário

Ficha Técnica

  • Título: Visita Guiada
  • Tipo: Extrato de Programa Cultural
  • Autoria: Paula Moura Pinheiro
  • Produção: RTP
  • Ano: 2015

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