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S. Tomé e Príncipe: os Portugueses no Equador

No reinado de Afonso V são descobertas duas ilhas de rochas vulcânicas por João de Santarém e Pêro Escobar. Cima tropical e solo fértil fazem de S.Tomé o primeiro porto exportador de açúcar em África. Já a geografia coloca o arquipélago na rota da Índia.

No golfo da Guiné, em 1470, os portugueses faziam nova descoberta: uma ilha localizada sobre o equador. A lha de S. Tomé, assim denominada por ter sido achada no dia do apóstolo,  começa a ser colonizada quase dez anos depois. Menos tempo, cerca de um ano apenas, levariam os navegadores, João de Santarém e Pêro Escobar, para encontrar algumas ilhotas e uma segunda ilha, mais pequena, a que chamaram Santo Antão, e que foi rebatizada como ilha do Príncipe.

Se a  descoberta ainda foi feita no reinado de D. Afonso V, o povoamento começou já com D. João II no trono de Portugal, que ali introduziu também o sistema das capitanias. Os donatários das ilhas e vassalos do rei levaram grupos de povoadores constituídos por filhos de judeus, artíficies, alguns fidalgos, degredados e escravos negros, importados do continente africano, os únicos que conseguiam adaptar-se ao clima equatorial, húmido e quente. As doenças tropicais dizimaram grande parte dos primeiros colonos.

Com a introdução do cultivo da cana-de-açúcar,  a criação de gado e o comércio de escravos,  S. Tomé prospera rapidamente tornando-se, no século XVI, o maior exportador de açúcar em África. Alvo de constantes ataques dos navios corsários de franceses e de holandeses,  o arquipélago, pela sua posição geográfica, transforma-se num ponto de escala na rota marítima para a Índia e na rota do trafico de escravos entre o continente africano e o Brasil.

 

Ficha Técnica

  • Título: S.Tomé e Príncipe
  • Tipo: Extrato de documentário
  • Produção: RTP
  • Ano: 1987

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