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Sophia, a menina do mar

O mar, a luz, as ilhas gregas... o seu universo é de uma simplicidade desconcertante, de uma beleza clássica e intemporal. O nome de Sophia (1914-2004) confunde-se com a própria poesia e com os livros infantis que escreveu.

Tem sangue dinamarquês do lado paterno, esta Sophia com apelidos estrangeiros que nasceu no Porto, numa familia da velha aristocracia. Aos 3 anos recitava de cor a “Nau Catrineta”, aos 12 escrevia poemas. A paixão pelo mar começou quando olhava o atlântico, nos verões passados no norte, na Granja. Em Lisboa, fez Filologia Clássica na Faculdade de Letras e deixou-se fascinar pelo rio Tejo.

A Grécia antiga, o Mediterrâneo, o Algarve de outros tempos, estão presentes na simplicidade dos seus poemas construídos com emoção e clareza na procura de um ideal.

O seu primeiro livro de poesia foi publicado em 1944. A partir daí Sophia nunca mais parou. Além da poesia, escreveu contos, ensaios, peças de teatro e fez traduções de Shakespeare, Dante e Eurípedes. Envolvida na luta contra o fascismo, chegou a ter uma curta carreira politica como deputada do Partido Socialista.

Os contos infantis chegaram mais tarde, quando começou a contar histórias aos filhos, para os sossegar e adormecer. “A Fada Oriana”, “A Menina do Mar”, “O Cavaleiro da Dinamarca”, “O Rapaz de Bronze” são apenas alguns títulos que lhe valeram prémios nacionais e internacionais. Um dos seus manuscritos inacabados, “Os Ciganos”, foi terminado pelo neto.

 

Ficha Técnica

  • Título: Biografia de Sophia de Mello Breyner Andresen
  • Tipo: Peça Telejornal
  • Produção: RTP
  • Ano: 2004

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