O projeto de Mailis Rodrigues denomina-se Intonaspacio, numa alusão ao futurista italiano e criador do Intonarumori, Luigi Russolo, e “tem um conjunto de sensores que transmitem sem fios (wireless) para o computador, que tem um software de programação de som”.
Igualmente selecionada para as semifinais foi uma criação de Diogo Tudela, também da Escola das Artes da Católica do Porto, mas a falta do necessário apoio financeiro obrigou à desistência da participação na competição com o seu projeto FS/Partial, cujo conceito é inspirado num órgão de igreja. Mailis Rodrigues escapou a essa sorte por ter decoberto maneira de se autofinanciar por crowdfunding (uma espécie de peditório feito via internet).
O concurso norte-americano Margaret Guthman, de âmbito mundial, distribui 10.000 dólares em prémios e recebeu 80 candidaturas de 20 países, naquilo que a organização descreve como “a participação mais competitiva” dos seis anos da sua história.
Os instrumentos vão ser avaliados pela sua musicalidade, desenho e engenharia por um painel de peritos composto pelo fundador da empresa de software musical Cycling’74, David Zicarelli, pelo compositor Chris Moore e pelo produtor de Jay-Z Young Guru.

