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Camilo era uma figura romântica, um sentimental na vida como nas novelas que escrevia para poder viver. Já o jovem Eça estava mais interessado em afiar a pena na mais fina ironia para retratar a sociedade da época. Romancistas de escrita intensa, mestres da língua e criadores de personagens fortes da literatura portuguesa, o senhor das serras e o senhor das cidades viviam uma certa polémica, atiçada pelas respetivas fações e palcos literários da época. Atentos ao que um e outro iam fazendo, criticavam-se em público e privado. Mas existiria entre eles motivos para uma verdadeira rivalidade? O que separava estes dois romancistas do século XIX?

Segue-se o confronto com argumentos apresentados por um camilianista e um queirosiano. No entanto, João Bigotte Chorão e Carlos Reis garantem, que este duelo de escritores só tem vencedores. Porque, dizem, o que importa, é ler e reler as obras de Camilo Castelo Branco e de Eça de Queirós com “renovado gosto e continuado proveito”.

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