Para a 84.ª edição da Feira do Livro de Lisboa, a organização aposta num calendário semelhante ao de 2013, ou seja, mantendo a abertura da feira no final da primavera, o que no ano passado resultou numa maior presença de visitantes no principal evento nacional dedicado ao mercado livreiro.
Segundo a APEL, este ano as editoras terão pavilhões novos, com maiores dimensões, e a feira voltará a praticar um horário alargado, encerrando às 23h00 e às 24h00, consoante os dias, e uma hora específica para vendas com maiores descontos (‘Hora H’). O prazo para as editoras se inscreverem na Feira termina a 7 de março.
Em 2013, segundo contas da APEL, a Feira do Livro de Lisboa registou mais de meio milhão de visitantes, cerca de mil atividades e contou com a participação de 500 autores de diferentes áreas.
Porto sem Feira do Livro, Câmara Municipal e APEL trocam acusações
A APEL afirma que, sem qualquer verba por parte da Câmara Municipal do Porto, não será possível viabilizar a Feira do Livro na cidade, propondo um protocolo plurianual.
Em comunicado de resposta à tomada de posição da autarquia, que anunciou a suspensão das negociações para realização do evento, a APEL reiterou “que sem o apoio financeiro da autarquia não será possível criar as condições necessárias à realização da feira, nos moldes em que a organização entende serem os melhores para garantir a qualidade do certame”.
“Tal como tem vindo a ser discutido com a Câmara Municipal do Porto, este apoio poderá passar pela assinatura de um protocolo plurianual que viabilize a realização da feira na cidade do Porto”, acrescentou a associação, que realçou considerar “da máxima importância a realização da Feira do Livro do Porto, para a divulgação do livro e da leitura”.
A Câmara Municipal do Porto acusou a APEL de recuar nas negociações para a realização da Feira do Livro da cidade, declarando não haver condições para estas prosseguirem.
Em comunicado, a autarquia liderada por Rui Moreira referiu que o processo negocial com a APEL decorreu ao longo dos últimos dois meses, tendo culminado numa reunião no dia 7 de fevereiro em que “as partes chegaram a um acordo de princípio que estabelecia as linhas gerais da realização de uma Feira do Livro de 2014 no Porto”.
“As declarações do presidente da APEL hoje tornadas públicas sobre o assunto são, por isso, no mínimo, surpreendentes, impedindo a Câmara Municipal do Porto de prosseguir com o processo, porquanto representam uma grave quebra de confiança, senão entre as partes, pelo menos entre os representantes mandatados pela APEL para as negociações e o presidente da mesma associação”, declara a autarquia.
O acordo preliminar foi noticiado na altura e o comunicado da Câmara Municipal do Porto realça que “nos 17 dias seguintes nem a APEL nem o seu presidente, desmentiram a notícia ou os termos do acordo tornado público”.
(com Agência Lusa)

