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Festas de Campo Maior candidatas a Património da Humanidade

“O projeto será apresentado à Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) em 2017, mas esperamos ter todo o processo pronto em junho de 2015”, explicou o autarca, citado pela Agência Lusa.

A candidatura é liderada pela Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo, estando todo o processo a ser preparado em conjunto com a Associação das Festas do Povo e Câmara de Campo Maior.

As Festas do Povo são reconhecidas internacionalmente pela sua originalidade e cariz popular, com os habitantes a preparar, durante meses, a ornamentação das ruas com flores de papel.

Além das Festas do Povo, a arte chocalheira de Alcáçovas, os tapetes de Arraiolos e as tapeçarias de Portalegre são expressões culturais do Alentejo que a ERT quer também ver classificadas, nos próximos anos, pela UNESCO.

O presidente da Turismo do Alentejo, António Ceia da Silva, explicou à Lusa que todos os processos são “individuais”.

O responsável adiantou, por outro lado, que a candidatura do cante alentejano já foi apresentada à UNESCO e que o processo respeitante ao montado vai estar “concluído no final deste ano”.

A classificação destas expressões culturais e da sua identidade é, segundo Ceia da Silva, “fundamental” para a região do Alentejo, do ponto de vista da dinâmica turística e da procura dos respetivos destinos.

A ERT tinha também prevista a candidatura das jangadas de São Torpes (concelho de Sines), mas, após uma “profunda” análise, Ceia da Silva indicou que “não reunia” condições para avançar.

Sobre a candidatura das Festas do Povo, o autarca de Campo Maior desafia a população a “apoiar” o projeto, uma vez que, caso seja aprovado, vai trazer para a vila alentejana uma “grande amplitude” a nível mundial.

As festas, segundo Ricardo Pinheiro, “têm um impacto económico num raio de 200 quilómetros e isso é significativo”.

De tradição secular e consideradas um evento tradicional único, as Festas do Povo foram realizadas pela última vez em 2011, depois de uma interrupção de sete anos.

As Festas do Povo só se realizam quando a população da vila quer, tendo a última edição (2011) recebido, segundo a organização, “mais de um milhão de visitantes”.

Agência Lusa

Foto: Reuters

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