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Jane Austen era uma rapariga do campo, na Inglaterra da segunda metade do século XVIII . Mas a sétima filha do reverendo da Igreja de Steventon não teve o mesmo destino de outras meninas daquela época – ao contrário da tradição, recusou o casamento e dedicou-se ao que mais gostava: os livros.

Com talento, humor e uma escrita simples, fez novelas que entraram no clube restrito dos clássicos imortais. Porque os seus romances, os mesmos que as irmãs Bronte detestavam, são mais do que  histórias ligeiras sobre os encantos e desencantos da vida amorosa dos homens e mulheres do seu tempo; são crónicas sociais com personagens reais; sensatas, imprudentes, ridículas, calculistas, frágeis.

Desde o primeiro livro, “Sensibilidade e Bom Senso”, publicado em 1811, todas as obras vão retratar o quotidiano das pequenas cidades, o ambiente familiar dos mais abastados, o poder do dinheiro sobre o amor que deixava as mulheres presas a uma teia de preconceitos e ganância. Emma, Lydia, Susan, Fanny Pride, são nomes das heroínas que continuam a exercer o seu fascínio nos livros, nas séries televisivas e no cinema. Personagens de histórias que se tornaram intemporais devido às características da escrita da sua autora, como aqui refere Rogério Miguel Puga, investigador da Universidade Nova de Lisboa.

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