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Na origem de tudo o que foi e fez Padre António Vieira está a palavra. Como pregador de Deus e conselheiro real, diplomata e político de causas, prosador incansável e cidadão do mundo, Vieira usou o idioma com engenho e arte, fruto da sua genialidade, da formação jesuítica e da estética barroca do século XVII.

As milhares de páginas que deixou são “um monumento grandioso da língua” ou, como dizia José Saramago, “língua que nunca foi mais bela do que quando a escreveu esse jesuíta”. É esse poder da palavra que Camilo Castelo Branco encontrou nos sermões de Vieira, “uns riquíssimos minérios do mais fino ouro pelo que respeita à linguagem”.

Mas foi Fernando Pessoa, herdeiro da utopia do Quinto Império, a quem coube a expressão mais feliz e a que melhor sintetiza o legado cultural e espiritual do padre jesuíta, quando dele disse que era o Imperador da Língua Portuguesa. Uma frase que não é excessiva para Isabel Almeida, professora de literatura portuguesa que da prosa vieirina destaca o brilho, o fulgor e o ritmo das palavras.

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