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Covid-19, a impressão digital do novo coronavírus

O ano de 2020 trouxe ao mundo uma nova estirpe de coronavírus. A Covid-19 surgiu na China e em poucos dias iniciou-se a transmissão entre humanos. O controlo não conhece fronteiras por mais medidas apertadas que sejam tomadas. Sobretudo aposta-se na prevenção. Os síntomas são semelhantes aos de uma gripe ligeira que pode evoluir para graves problemas respiratórios.

A 31 de dezembro de 2019, a Comissão Municipal de Saúde de Wuhan, na província de Hubei, na China, reportou 27 casos de uma pneumonia de causa desconhecida. Todas as situações foram associadas a um mercado de alimentos e animais vivos (peixe, mariscos e aves) da cidade.

O Centro de Prevenção e Controlo das Doenças da China informa, a 9 de Janeiro de 2020, que um novo coronavírus, denominado com o nome científico de Covid-19, foi detetado como agente causador dos novos casos de pneunomia.

Os coronavírus são uma larga família de vírus, identificadas em 1960, que vivem em animais – aves, morcegos, pequenos mamíferos – e que no ser humano podem causar doenças respiratórias, desde uma comum constipação até pneumonias. A maior parte das estirpes circulam entre animais e não chegam a infectar humanos, à excepção de sete estirpes.

Os investigadores que analisaram o material genético da Covid-19 identificaram fortes semelhanças com os coronavírus de morcegos. Segundo a plataforma GISAID (plataforma mundial de investigadores que partilha informação sobre os vírus influenza), o genoma deste coronavírus é 80% idêntico ao vírus da SARS (Síndrome Respiratória Aguda Grave), detetada na China em 2002, mas mais afastado do vírus MERS (Síndrome Respiratória do Médio Oriente), verificado em 2012 na Arábia Saudita.

Há evidências que comprovam que a Covid-19 é transmitida de pessoa para pessoa, mas ainda não há informação suficiente sobre este processo. O vírus parece ser veiculado por via respiratória, através da tosse ou secreções de pessoas infectadas. Há indicação de que pode haver transmissão do vírus mesmo antes de os sintomas se manifestarem.

A Covid-19 sobrevive ao encontrar um “hospedeiro” para se replicar. O processo pode resultar em pequenos erros ou alterações na produção dos novos vírus, levando a uma mutação. Alguns cientistas dizem que o novo coronavírus é, de facto, o resultado de uma junção viral que criou uma estirpe de vírus “recombinante”.

Podem ser infectadas pessoas de todas as idades, embora as mais idosas ou as que sofrem de doenças crónicas pareçam ser mais vulneráveis, uma vez que o sistema imunitário é, por norma, mais débil e por isso mais susceptível a bactérias oportunistas.

A prevenção passa essencialmente por medidas de higiene e etiqueta respiratória: lavagem frequente das mãos, evitar contacto próximo com pessoas que tenham febre ou tosse. Quando tossir ou espirrar deve faze-lo para o cotovelo ou antebraço, ou para um lenço, a descartar imediatamente.

Deve ainda evitar-se contacto direto com animais vivos em mercados ou áreas afetadas por surtos e o consumo de produtos de animais crus, sobretudo carne e ovos. Quanto ao uso de máscaras descartáveis, o Centro Europeu de Prevenção e Controlo da Doença refere que não ajudam a prevenir a disseminação de infecções.  Protegem quem está doente, mas o seu uso não parece ser eficiente para quem não está infectado.

Ficha Técnica

  • Título: Coronavírus: como é e como começou
  • Tipo: Reportagem
  • Autoria: Diana Palma Duarte
  • Produção: RTP
  • Ano: 2020
  • Texto e grafismo: RTP Multimédia (adaptado)

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