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Quanto tempo pode o Coronavírus sobreviver em superfícies?

Quanto tempo pode o Coronavírus sobreviver em superfícies?

Enquanto o novo coronavírus vai infetando pessoas em todo o mundo, cientistas lutam contra o tempo para fazer o retrato-robô deste inimigo pandémico. Nesta fase acreditam que o contacto com pessoas infetadas é o principal meio de transmissão. Mas os mais recentes estudos sugerem que as gotículas contaminadas possam sobreviver no ar algumas horas e, nas superfícies, vários dias. São incógnitas a combater com a lavagem frequente das mãos e a desinfeção do que está à nossa volta. Aparelhos eletrónicos, como o telemóvel, incluídos.

O perigo está à espreita: no ar, nos objetos e nas superfícies que nos rodeiam. Os gestos que até aqui fazíamos sem pensar, precisam agora de ser “fiscalizados”. Abrir portas e torneiras, carregar num botão do elevador, mexer em moedas ou andar com o telemóvel na mão, apresentam riscos. Basta tocar num sítio contaminado, a seguir levar as mãos à cara, esfregar os olhos ou o nariz e a possibilidade do vírus ser transmitido é real.

Cientistas e autoridades de saúde públicas mundiais que estudam o novo coronavírus acreditam que as gotículas de água/ saliva libertadas por alguém infetado podem ficar no ar durante horas, e que, quando cai em superfícies, o microrganismo continua ativo e infeccioso durante dias. Se pensarmos que quando tossimos, espirramos ou falamos – os malvados perdigotos! – são libertadas milhões de minúsculas gotinhas, percebemos imediatamente o grau da nossa exposição e vulnerabilidade.

Ainda não é certo dizer quanto tempo resiste este vírus em diferentes materiais, como plástico, vidro, madeira, aço inoxidável, cobre e cartão; porém os especialistas sabem que a resistência é diferente de superfície para superfície, e que depende também da temperatura e da humidade do ambiente. Enquanto estas hipóteses não são validadas, a Organização Mundial de Saúde continua a defender que a principal fonte de transmissão da Covid-19 é através de gotículas respiratórias expelidas por uma pessoa infetada.

 

Ainda com muito por esclarecer, não há dúvidas sobre as recomendações que devemos seguir para evitar a propagação do vírus pandémico, como esta de limpar também as superfícies que eventualmente possam estar contaminadas e onde habitualmente pomos as mãos. Basta usar um desinfetante como lixívia simples ou álcool etílico e eliminamos mais um foco de infeção.

Porque há conselhos que nunca é demais repetir, terminamos o artigo com as medidas de segurança mais simples e mais eficazes para enfrentar estes tempos de incerteza: lavar as mãos com sabão e com regularidade, evitar tocar nos olhos, boca e nariz, e, quando sair de casa, manter uma distância segura. Fique atento. Fica atento.

 

 

  • Temas: Saúde, COVID-19
  • Ensino: 1º Ciclo, 2º Ciclo, 3º Ciclo, Ensino Secundário

Ficha Técnica

  • Título: Coronavírus
  • Produção: RTP Ensina
  • Ano: 2020

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