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Romanos comiam girafa

Os resultados de uma pesquisa científica das escavações em Pompeia, perto de Nápoles, no sul da Itália, dão conta de que os alimentos mais utilizados encontrados em fossas e lixeiras foram grãos, frutas, nozes, azeitonas, lentilhas, peixe local e ovos.

Mas, de acordo com o estudo de resíduos alimentares desenterrados por pesquisadores da Universidade de Cincinnati, nos Estados Unidos, liderado pelo arqueólogo Steven Ellis, havia também pratos mais exóticos, tais como peixe salgado da Espanha, moluscos e ouriços-do-mar importados.

Um pedaço de carne de girafa foi encontrado no dreno de uma casa, o que leva os arqueólogos que estudaram os resíduos a pensar que se trata de “única girafa já registada numa escavação arqueológica na Itália romana”, afirmou Steven Ellis, citado em comunicado da Universidade de Cincinnati.

A equipa de Steven Ellis tem vindo a trabalhar nos últimos dez anos em dois bairros de Pompeia, cidade que foi coberta pela erupção do vulcão Vesúvio no ano 79.

A área tinha cerca de 20 lojas, a maioria das quais servia comida e bebida e os arqueólogos analisaram latrinas e drenos de resíduos, bem como fossas próximas.

De acordo com Steven Ellis, os preços aplicados na área urbana de Pompeia, que tinha um elevado padrão de vida, eram muito mais altos do que se pensava, o que concorreu para se “apagarem as perceções históricas de como eram os jantares dos romanos”.

Agência Lusa

(Foto: Reuters)

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