A revolução Sidonista de dezembro de 1917

A Revolução de Dezembro de 1917 conduziu ao poder o major de artilharia Sidónio Pais que, meses depois, foi eleito Presidente da República em eleições sem outros candidatos. A ditadura "Sidonista" foi fugaz mas abriu as portas a novas movimentações militares que conduziriam a implementação do Estado Novo.

A ação iniciou-se a 5 de dezembro com o bombardeamento dos navios de guerra ancorados no Tejo pelo Regimento de Artilharia 1. A tropas entrincheiraram-se depois no Parque Eduardo VII e até ao dia 8, altura em que triunfaram, houve bombardeamentos e combates em diversas zonas da cidades que ceifaram pelo menos uma centena de vidas.

A junta que deu início ao movimento revolucionário era liderada por Machado de Santos, Sidónio Pais e Feliciano Costa, contando ainda com o apoio de alunos da escola do Exército, grandes proprietários do Alentejo, antiguerristas de várias origens políticas, católicos, monárquicos e sindicatos descontentes com um governo em descrédito devido à guerra, às dificuldades económicas e sociais.

Como salvador do país emergiu Sidónio Pais. Militar, professor, político, maçon e ex-embaixador na Alemanha quando esta declarou guerra a Portugal –  na sequência do arrestamento dos navios no Tejo a 23 de fevereiro de 1916 – este oficial viria a assumir a presidência de forma interina em final de Dezembro. Pouco depois alterou a lei eleitoral sendo eleito por sufrágio direto em abril do ano seguinte.

“Villa” romana em Santo André de Almoçageme
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Ficha Técnica

  • Título: Postal da Grande Guerra - A Revolução Sidonista
  • Tipologia: Programa
  • Autoria: Sílvia Alves
  • Produção: RTP
  • Ano: 2018