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A vigília na capela do Rato

A guerra nas colónias cria um crescente mal-estar entre os católicos. A partir de 1969 aumenta a contestação que culmina, em finais de 1972, com a prisão pela PIDE de vários “católicos progressistas” na capela do Rato, onde decorria um protesto.

A vigília na capela do Rato foi um momento marcante da contestação ao regime do Estado Novo. Começou a 30 de Dezembro de 1972 e deveria ter-se prolongado por tempo indeterminado, mas a 31 a polícia de choque invadiu o edifício e prendeu cerca de meia centena de pessoas que estavam no interior.

O Concílio Vaticano II pôs os católicos portugueses, especialmente os mais jovens, a questionar o regime e a forma como a Igreja convivia com o poder. O primeiro sinal claro de contestação ao regime por parte dos católicos surgiu na sequência do prolongamento da guerra em África e, a 1 de janeiro de 1969, os chamados católicos progressistas ocuparam pela primeira vez uma capela.

Se este primeiro protesto causou apenas uma pequena agitação no regime, já a segunda iniciativa, que teve lugar três anos depois, com a colaboração da Brigadas Revolucionárias, em Dezembro de 1972, na capela do Rato terminou com a invasão do espaço e a detenção de diversos participantes.

Ficha Técnica

  • Título: Legal Q.B.
  • Tipo: Extrato de Documentário
  • Autoria: Luis Filipe Costa
  • Produção: Dúvideo/ RTP
  • Ano: 2000

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