Pesquisar

O ataque japonês a Pearl Harbor

O ataque começou perto das 8 h da manhã de dia 7 de dezembro de 1941, um domingo. As forças americanas da Frota do Pacífico, que estava estacionada na base naval de Pearl Harbor, no Havai, foram completamente apanhadas desprevenidas pelas duas vagas do ataque com três centenas e meia de caças-bombardeiros e torpedeiros japoneses.
.

O ataque foi lançado de 6 porta-aviões japoneses e durou menos de duas horas. Causou mais de 2000 mortos e destruiu a maior parte da frota americana, nomeadamente 5 couraçados, e centenas de aviões, a maior parte no solo. As perdas do lado japonês foram mínimas.

Os 3 porta-aviões americanos da Frota não se encontravam, porém, no porto, e escaparam ao ataque. O ataque, portanto, foi uma completa surpresa, tanto mais que não houve qualquer declaração de guerra prévia, embora fosse ideia comum que a guerra com o Japão era inevitável.

 

  • Como se explica, então, que os EUA tivessem sido apanhados de surpresa?

A surpresa foi militar, não exatamente política. Os EUA e o Japão arrastavam as negociações e os contactos diplomáticos há meses.

Pouco antes, os EUA haviam fechado o Canal do Panamá ao comércio japonês e decretado um embargo às importações japonesas, nomeadamente de petróleo. A guerra era, assim, uma possibilidade sempre presente.

O ataque a Pearl Harbor foi cuidadosamente planeado e ensaiado, o que significa que o Japão estava preparado para desferir o golpe. É de relembrar que o Japão tinha assinado o Pacto Tripartido com a Alemanha e a Itália, no ano anterior, o que significava um alinhamento definitivo entre as três potências. Aliás, a guerra já havia começado: o Japão ocupava parte da China e tinha já assumido o controlo da Indochina Francesa, que estava sob administração do governo de Vichy, o governo-fantoche que se seguira à derrota francesa em 1940.

Era, portanto, uma questão de tempo. A surpresa militar foi o resultado de uma clara subestimação, por parte dos comandos militares americanos, da capacidade ofensiva do Japão em infligir aos EUA um golpe com aquela amplitude, e também de um erro de cálculo: estavam convencidos de que o alvo de um ataque japonês seria Manila, nas Filipinas, e nunca o coração da Frota Americana do Pacífico, no Havai.

 

  • Pearl Harbor obrigou portanto os americanos a entrar na guerra?

Pearl Harbor foi um ponto de não-retorno. Internamente, significou que a fação militarista do poder japonês ganhou aos que defendiam uma solução diplomática. O Japão sabia que não tinha condições para ganhar uma guerra prolongada contra o aparelho industrial e militar americano. Portanto, o golpe foi uma forma de ganhar vantagem e tempo.

Nos dias e semanas seguintes, o Japão avançou na Malásia, na Tailândia, em Hong Kong, nas Índias Orientais Holandesas (atual Indonésia), na Birmânia, nas Filipinas, e atacou as ilhas do Pacífico, a Nova Guiné e a Austrália.

Nos EUA, teve como consequência a adesão inequívoca e sem reservas da opinião pública americana à entrada na guerra ao lado dos Aliados. Há quem diga que Roosevelt dificultou as negociações diplomáticas e que as sanções económicas e os embargos ao Japão empurraram este país para a guerra.

A II Guerra Mundial entrou assim na sua fase mais aguda, com um novo palco de conflito na Ásia, que foi igualmente o último a ser resolvido, 4 anos mais tarde, com as duas bombas atómicas lançadas sobre o Japão.

  • Temas: História
  • Ensino: 3º Ciclo, Ensino Secundário

Ficha Técnica

  • Título: Os Dias da História - Ataque japonês a Pearl Harbour
  • Tipo: Programa
  • Autoria: Paulo Sousa Pinto
  • Produção: Antena 2
  • Ano: 2016
  • Naval photograph documenting the Japanese attack on Pearl Harbor, Hawaii which initiated US participation in World War II. Navy's caption: The battleship USS ARIZONA sinking after being hit by Japanese air attack on Dec. 7,1941., 12/07/1941: The U.S. National Archives

A RTP utiliza cookies no seu sítio para lhe proporcionar uma experiência mais agradável e personalizada. Saiba mais aqui