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Padre Max, vítima da extrema-direita

Passadas décadas ainda não foram identificados os autores da morte do padre Max e da estudante Maria de Lurdes. Ao longo dos anos a suspeita do crime recaiu sobre o MDLP, um dos grupos bombistas de extrema-direita do pós-25 de abril, mas nada foi provado.

No dia 2 de abril de 1976, o padre Max, de 33 anos, e a estudante Maria de Lurdes, de 19, deslocavam-se num carro quando foi acionada uma bomba que os matou. O atentado aconteceu no local da Cumieira, concelho de Vila Real, e até hoje, apesar de suspeitas várias que apontavam para a autoria de membros do Movimento Democrático de Libertação de Portugal (MDLP), nada foi provado.

O padre Max e Maria de Lurdes vinham de uma outra localidade onde tinham estado a dar aulas para adultos. Maximiliano de Sousa era candidato a deputado pela UDP e Maria de Lurdes, filha de emigrantes, era estudante.

A MDLP foi uma das organizações de extrema-direita que surgiram durante o Verão Quente de 1975. A organização, liderada pelo general Spínola, era suspeita de participar em diversas ações de desestabilização e terrorismo antes de a sua ação ser suspensa, em 1976.

Ficha Técnica

  • Título: Processo da morte do padre Max
  • Tipo: Reportagem
  • Autoria: Ana Martins
  • Produção: RTP
  • Ano: 1995

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