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Spínola, o rosto do novo poder

Liderou a Junta de Salvação Nacional, estrutura que governou o país, provisoriamente, após a deposição do regime anterior. Recebeu a rendição de Marcelo Caetano, como representante do MFA. Foi Presidente da República entre Maio e Setembro de 1974.

Militar prestigiado, notabilizou-se pelas suas missões em Angola e, sobretudo, na Guiné-Bissau, o que lhe valeu o convite para ministro do Ultramar. Mas António de Spínola não se revia na política colonial do governo de Marcelo Caetano e recusou esse desafio. Aliás, a sua discordância seria colocada por escrito, no livro “Portugal e o Futuro”, publicado em 1973, e em que defendia uma solução política para a guerra em África.

Após o 25 de Abril, Spínola integrou a Junta de Salvação Nacional, composta por sete elementos, e foi escolhido pelos restantes para desempenhar o cargo de Presidente da República, função que exerceu a partir do dia 14 de maio de 1974. Discordando das opções do MFA para as colónias, e preocupado com a influência que a esquerda conseguira nos diferentes centros de poder, o general apela a uma maioria silenciosa para que esse rumo seja invertido. Não o conseguindo, demite-se a 30 de setembro de 1974 da presidência da república, sendo substituído por Costa Gomes.

Spínola ficaria ainda ligado aos acontecimentos de 11 de Março de 1975, uma tentativa de golpe de estado da direita, fugindo para Espanha na sequência do falhanço dessa iniciativa.

“Dicionário de Abril” é uma série de pequenos programas dedicados ao 25 de Abril de 1974 e ao período de instauração do regime democrático em Portugal, produzidos a partir de imagens de arquivo.

 

Ficha Técnica

  • Título: Dicionário de Abril - Letra S
  • Tipo: Programa
  • Autoria: António Reis/ Maria Inácia Rezola/ Paula Borges
  • Produção: Braveant/ RTP
  • Ano: 2012

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