Casa do Passal, de ruína a museu de salvamento do holocausto

A Casa do Passal, antiga residência de Aristides de Sousa Mendes, cônsul de Portugal em Bordéus em 1940, foi transformada num museu que recorda o homem e também aqueles que salvou ao emitir milhares de vistos de entrada a judeus e a outros perseguidos do nazismo.

O espaço era uma ruína quando, em 2021, avançou o projeto de restauro do edifício e da sua transformação em museu. Terminados os trabalhos, em 2024, passaram a estar expostas fotografias, documentos históricos e objetos pessoais reunidos pela família Sousa Mendes, para além de todo o tipo testemunhos dos que foram salvos pelos vistos emitidos em França.

O museu faz ainda o enquadramento histórico do período da II Guerra Mundial, incluindo o que se passava em Portugal. O Estado Novo, António de Oliveira Salazar e o fluxo de refugiados na Europa são, naturalmente, elementos importantes da área expositiva. Nela pode ver-se uma cópia da circular emitida pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros onde se proibia o cônsul de conceder vistos a russos e judeus, ordem que Sousa Mendes desrespeitou.

Aristides de Sousa Mendes distribuiu milhares de vistos a judeus e outras pessoas em fuga quando os nazis invadiram França, em junho de 1940. O ato, que lhe valeu o castigo do governo de Salazar, salvou milhares de vidas. O Estado de Israel reconheceu-o como “Justo entre as Nações” pela sua intervenção em Bordéus e, posteriormente, na fronteira entre França e Espanha.

Classificada como Monumento Nacional em 2011, a Casa do Passal é propriedade da Fundação Sousa Mendes e situa-se em Cabanas de Viriato, no concelho de Carregal do Sal.

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Ficha Técnica

  • Título: Projeto Casa do Passal - Museu Aristides de Sousa Mendes
  • Tipologia: Programa
  • Autoria: João Damião/ Pedro Teodoro/ Matilde Gomes.
  • Produção: RTP
  • Ano: 2025