Rumo à Liberdade

Crise e Fim do Estado Novo

Em 1968 António Oliveira Salazar ficou incapacitado e o poder passou para Marcelo Caetano. Com a passagem de testemunho assistiu-se a uma abertura do regime - a Primavera Marcelista - que foi, no entanto, de curta duração.

A abertura protagonizada pela Primavera Marcelista criou esperança em várias camadas da sociedade portuguesa, mas as mudanças foram modestas. Para os que desejavam uma liberalização do regime, o que aconteceu no ensino, na função pública e noutras áreas teve pouco impacto. Já os mais conservadores defendiam que as mudanças tinham ido longe demais.

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Um obstáculo à mudança do regime foi também a guerra nas colónias.

No final da década de sessenta foi também possível assistir a intervenções violentas – assaltos, atentados à bomba e outros – realizados por organizações de extrema esquerda que contestavam o regime. Na capela do Rato são os católicos progressistas a contestar Marcelo Caetano.

O livro de António Spínola, um dos generais mais conhecidos, pôs em causa o regime quando afirmou que, em termos militares, não seria possível ganhar a guerra. O último apoio que Marcelo recebeu foi o dos generais mais velhos, numa cerimónia que ficou conhecida como a Brigada do Reumático. Foram depois os militares mais jovens a derrubar um regime que tinham implementado cinco décadas antes.

Na série “Rumo à Liberdade” António Barreto mergulhou nos arquivos da RTP para perceber como o 25 de Abril mudou o quotidiano dos portugueses. Esta série é um retrato do país que atravessa décadas.

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Ficha Técnica

  • Título: Rumo à Liberdade - Crise e Fim
  • Tipologia: Programa
  • Autoria: António Barreto
  • Produção: RTP
  • Ano: 2024