Da luz do fogo à iluminação elétrica

Controlar o fogo permitiu ao homem cozinhar, aquecer-se e iluminar a noite com fogueiras ou tochas. Tornou mais fácil encontrar o caminho na escuridão e afastar os animais selvagens. Nunca mais perdemos a vontade de iluminar o escuro...

As fogueiras e as tochas foram apenas o princípio. Ao longo da história da humanidade, iluminar a noite passou por artefactos como lucernas, candeias, lamparinas, velas e lâmpadas de vários tipos. Madeira, gordura, óleo, gás ou eletricidade alimentaram ou ainda alimentam os vários dispositivos.

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Durante séculos, a noite anunciava o regresso a casa. Quem andava na rua fora de horas tinha de se justificar perante as autoridades e ser portador de uma luz, não tanto para ver, mas para ser visto.

Algumas zonas das cidades maiores tinham iluminação e, com o tempo, a luz estendeu-se a todas a ruas. A maior parte das vezes a sua instalação e manutenção estavam a cargo das populações.

Em Lisboa, a iluminação pública generalizou-se depois do terramoto de 1755. O Marquês de Pombal ordenou que cada latoeiro construísse meia dúzia de lâmpadas e que a população contribuísse com cem reis mensais para pagar a sua manutenção e funcionamento. Em 1848, foram instalados os primeiros candeeiros a gás e, em 1878, instalaram-se os primeiros elétricos. A substituição de mais de dez mil candeeiros a gás que existiam na capital só será terminada nos anos 30 do século passado.

É só depois da Revolução de Abril de 1974 que o país assume a tarefa de eletrificar todo o território e, com esse desígnio, estender a  iluminação pública a todos os recantos, do litoral ao interior.

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Ficha Técnica

  • Título: As Coisas em Volta: A Vida Misteriosa dos Objectos
  • Tipologia: Extrato de programa
  • Autoria: Inês Lamim/ Rita Rolex/ Rui Afonso Santos
  • Produção: Maria & Mayer
  • Ano: 2022