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João: gay e sempre histriónico

João tem 23 anos, é homossexual e não deixa nada por dizer sobre o longo caminho que há a trilhar para a igualdade de direitos e de aceitação social. Hoje vive uma liberdade que não se permitiu em adolescente, nascido e criado numa vila do interior do país, onde além de ser é muito importante o parecer.

É gay e sempre o soube, mesmo quando adolescente vivia no Sardoal e pensava que a homossexualidade o atingira só a ele. Fechou-se para não ser a figura estranha da terra. Só quando foi para a universidade e passou a viver em Lisboa, a vida mudou. A família não levantou problemas quanto às suas preferências de relacionamento, mas admite que avalia sempre se admite ou não a sua homossexualidade por receio de ser descriminado, em situações, por exemplo, laborais.

Refere os preconceitos que o envolvem, tal como aos homens gay de forma geral: que procuram sempre ser o centro das atenções e que dão nas vistas ao “celebrarem” com exagero a sua orientação sexual. Mas o que mais o incomoda é a insistência em que a homossexualidade seja referida com algo que é apenas uma fase e que acaba por passar. Tal apenas faz notar a não aceitação de que alguém pode ser diferente da nascença até à morte.

#SÓQNÃO dá voz aos que sofrem de preconceito. Qualquer que seja: racial, religioso, sexual, físico, mas também profissional, alimentar, moral ou espiritual. Cada protagonista coloca-nos perante o que tem de ultrapassar no dia-a-dia e, assim, cada um vai representar um rótulo, por norma associado a uma ideia socialmente pré-concebida.

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