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Maria da fronteira, mulher e cigana

Maria Gil vive na fronteira entre duas comunidades e não desiste de lutar pela igualdade de direitos e de oportunidades. Tem orgulho em ser mulher e cigana. Cortou as amarras que a prendiam aos preconceitos, sem abandonar a sua identidade.

Mãe de quatro filhos, divorciada duas vezes, casou aos 20 anos com um homem não cigano e começou a estudar a partir de casa. Maria Gil quebrou todas as regas da comunidade que lhe eram impostas, especialmente pela mãe. É uma figura inspiradora para muitas mulheres ciganas em Portugal pela coragem e determinação com que leva a cabo a luta pelos direitos femininos e pelos da sua comunidade de nascença.

Desdobra-se em múltiplas atividades que têm como objetivo passar a mensagem de igualdade. O teatro é uma das formas que escolheu, tal como as palestras e o apoio social aos mais carenciados, sem que esteja ligada a qualquer associação em particular. É uma autêntica influencer todo-o-terreno que admite não ter medo de falar, pois já pagou o preço com as suas próprias experiências.

Maria Gil considera que as comunidades ciganas têm ainda pouca consciência dos seus direitos e dos deveres e por isso o trabalho tem de ser feito na raíz. Já quando se fala de mulheres e feminismo, o patamar é ainda o da luta pela escolaridade e pelo direito a trabalhar fora de casa. É por isso uma batalha em duas frentes: dar aos ciganos um espaço pleno dentro da sociedade portuguesa e, na própria comunidade cigana, acabar com tradições que não respeitam a dignidade humana, em particular a das mulheres.

Ficha Técnica

  • Título: Outras Histórias - Maria da fronteira, temporada 1, episódio 2
  • Tipo: Reportagem
  • Autoria: Filipe Pinto / Filipe Valente / Miguel Cervan
  • Produção: RTP
  • Ano: 2018

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