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Museu dos Coches muda de ares

Três vezes maior e muito mais moderno, o novo Museu dos Coches tem patentes berlindas, viaturas reais ou eclesiásticas que estavam dispersas por falta de espaço e de condições. São 78 exemplares para ver ao perto ou de cima, dos passadiços superiores.

O novo Museu Nacional dos Coches ocupa mais de 15 mil metros quadrados nos terrenos das antigas Oficinas Gerais do Exército, em Belém. Recebeu o acervo das peças do antigo Museu dos Coches, instalado no que outrora foi o Picadeiro Real do Palácio de Belém, localizado na Praça Afonso de Albuquerque, a algumas centenas de metros de distância do edifício contemporâneo.

O edifício principal tem cerca de 6 mil metros quadrados e quase triplica a área expositiva do antigo museu. É dominado por duas grandes naves de 135 por 20 metros, onde a disposição dos coches obedece a uma ordem cronológica. O pé direito de 8,5 metros permitiu a instalação nestas galerias de passadiços superiores que dão ao visitante uma perspectiva aérea da colecção.

À vista estão 78 exemplares da coleção, um aumento face aos 55 que o picadeiro mostrava (o antigo museu deixava as viaturas do século XIX quase todas no paço ducal de Vila Viçosa). A nave sul do novo edifício faz uma viagem entre os séculos XVI e XVIII, começando no coche de Filipe II, em que o monarca viajou de Madrid a Lisboa em 1619, dois anos antes de morrer, e terminando naquele que é conhecido como o coche da mesa ou da troca das princesas, célebre episódio histórico na fronteira do Caia destinado a fortalecer as ligações entre as casas reais portuguesa e espanhola.

A galeria norte começa por apresentar um conjunto de berlindas e viaturas eclesiásticas, detém-se depois em cadeirinhas, liteiras e carros de passeio da burguesia, terminando com uma mala-posta de meados do século XIX, primeiro transporte público colectivo português, que levava dias a fazer a ligação Lisboa-Porto com 16 passageiros, alguns sentados no tejadilho. Nas duas naves em que a sensação de espaço é permanente – juntas formam uma espécie de hangar imenso – é evidente o contraste entre a aparente simplicidade da arquitectura e a profusão decorativa dos coches.

No programa ‘Horizontes da Memória’, exibido na RTP em 1996, o professor José Hermano Saraiva percorreu o antigo Museu e falou da História de alguns dos Coches expostos.

  • Temas: Artes
  • Ensino: Ensino Secundário

Ficha Técnica

  • Título: In & Out
  • Tipo: Programa de Televisão
  • Autoria: Teresa Nicolau
  • Produção: RTP
  • Ano: 2015

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