O fracasso da expedição a Tânger
Conquistar praças no norte de África, dominar o comércio, construir um império. O sonho dos portugueses transformou-se num pesadelo em Tânger, em 1437. O infante D.Henrique rendeu-se e D. Fernando, seu irmão, ficou em perpétuo cativeiro.
A partida para a cidade fortificada de Tânger terá sido precipitada por se suspeitar que Castela tinha a intenção de avançar sobre a praça marroquina. A expedição foi planeada sem o secretismo que envolvera a operação de Ceuta. Os mouros sabiam que os portugueses iam chegar e prepararam bem a sua defesa.
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A expedição, aprovada pelo rei D. Duarte levava cerca de 8 mil homens e chegou a Tânger em setembro de 1437. Os combates duraram 37 dias, até que os portugueses ficaram cercados e o Infante D. Henrique aceitou render-se, fazendo promessa de devolver Ceuta em troca da liberdade do irmão, feito refém juntamente com outros portugueses.
Apesar de Ceuta ser difícil de defender e manter, o Infante, apoiado pela nobreza, recusava entregar a cidade, um ponto estratégico para a sua campanha em África e um símbolo da cruzada contra o Islão em terras desconhecidas. Convocaram-se as Cortes, mas a questão permaneceu em aberto e D. Fernando, filho mais novo de D. João I, morreu na prisão.
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Tânger acabou por ficar sob domínio português, em 1471. Quase duzentos anos depois, foi oferecida à Coroa inglesa como dote do casamento de D. Catarina de Bragança com Carlos II, rei da Grã-Bretanha e da Irlanda.
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Ficha Técnica
- Título: A Alma e a Gente - Memorial do Barlavento
- Tipologia: Extrato de Programa
- Autoria: José Hermano Saraiva
- Produção: Videofono / RTP
- Ano: 2003