Rumo à Liberdade

Os moderados deram rumo à Revolução

No Verão de 1975 temeu-se a escalada da violência entre fações políticas. São os militares e os partidos da ala moderada que vão reagir contra o que ficou conhecido como os excessos da revolução.

A conflitualidade esteve sempre latente em Portugal durante o ano de 1975. Houve ataques a sedes partidárias, a Assembleia da República foi cercada e tanto deputados como o governo foram sequestrados. A violência culminou em ataques bombistas por grupos de extrema direita.

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Em novembro confrontaram-se paraquedistas e comandos numa ação em que a extrema esquerda foi apontada como responsável por uma tentativa de golpe de Estado. Evitou-se a revolução de esquerda, mas anulou-se também a vontade dos partidos de direita de ilegalizar o Partido Comunista e outros movimentos da esquerda revolucionária.

São os militares da chamada ala moderada, com apoio dos partidos maioritários na Assembleia da República – Partido Socialista e Partido Popular Democrático (nota: atual PSD) – que vão reagir e assumir as rédeas do processo revolucionário.

A intervenção dos partidos ganha mais espaço e redesenha-se a relação entre o MFA e o sistema político-partidário.

Na série “Rumo à Liberdade” António Barreto mergulhou nos arquivos da RTP para perceber como o 25 de Abril mudou o quotidiano dos portugueses. A série é um retrato do país que atravessa décadas.

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Ficha Técnica

  • Título: Rumo à Liberdade - A Contra-revolução
  • Tipologia: Programa
  • Autoria: António Barreto
  • Produção: RTP
  • Ano: 2024