Salazar e a neutralidade portuguesa na II Guerra Mundial
Três dias depois de o exército de Hitler invadir a Polónia, Salazar emitia um comunicado a declarar a neutralidade de Portugal na guerra. Ou seja, não enviaria tropas para combater ao lado da Inglaterra, o velho aliado. Mas o estatuto neutral não o impediu de colaborar e negociar com os dois lados do conflito. Quais as intenções do ditador? A quem mais convinha esta estratégia? Questões para o historiador João Paulo Avelãs Nunes.
Veja TambémAs guerras de D. Dinis com o filho
O país mais periférico da Europa não estava livre da guerra, havia o perigo real de uma invasão. Os nazis podiam entrar na Península Ibérica e esse era um cenário a evitar. Salazar queria manter Portugal afastado do conflito e garantir a sobrevivência do regime do Estado Novo.
Veja TambémAntónio de Oliveira Salazar, o criador do Estado Novo
A neutralidade afirmada a 3 de setembro de 1939 interessava, pois, a todos, ao ditador e aos Aliados. E também a Berlim, que ficava com minério essencial ao fabrico de aço no armamento. O ditador vendia o estratégico volfrâmio aos rivais e inimigos, em contrapartida ingleses e americanos reivindicaram o acesso à base militar dos Açores. Quando a guerra chegou ao fim e a Alemanha de Hitler foi derrotada, Salazar fechou as minas de volfrâmio, recusava a industrialização do país. Do negócio que, durante seis anos, rendera fortunas em barras de ouro só ficou má fama.
Veja Também
A Escola de Aviação de Vila Nova da Rainha
Ficha Técnica
- Título: Visita Guiada — A Singular Corrida ao "Ouro Negro" no Concelho de Arouca
- Tipologia: Excerto de Programa Cultural
- Autoria: Paula Moura Pinheiro
- Produção: RTP
- Ano: 2025