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Teletrabalho: e depois do vírus?

Começou como imposição da pandemia, mas poderá ser a grande revolução no mundo laboral nos próximos anos. O trabalho à distância cumpriu o primeiro confinamento com resultados positivos. Milhares de portugueses adaptaram-se ao desafio e descobriram vantagens e desvantagens em levar o escritório para casa. Mesmo que não seja em regime de exclusividade, uma coisa parece certa: depois da covid-19, o teletrabalho vai continuar por cá.

Ninguém estava preparado para funcionar à distância. Mas, de um dia para o outro, todas as profissões que podiam ser feitas a partir de casa também entraram de quarentena em 2020. A experiência foi exigente, desgastante, desafiadora. Mais de 23 por cento da população empregada passou a conciliar a vida familiar com o trabalho, 24 horas por dia, vários dias por semana, durante meses seguidos.

Depois da prova de fogo, das rotinas ajustadas à nova realidade, o teletrabalho começou a ser visto como uma ferramenta vantajosa e alternativa ao modelo tradicional. Mais tempo disponível, mais conforto, menos stress, são alguns dos benefícios; no sentido inverso, o afastamento dos colegas é um dos principais efeitos negativos apontados em estudos entretanto realizados. As chefias, até aqui desconfiadas da prestação sem vigilância, perceberam que, afinal, a produtividade, a dedicação e o sentido de responsabilidade não precisavam de picar o ponto. Apesar do teletrabalho estar previsto na lei portuguesa desde 2003, foi necessário uma pandemia para eliminar receios e barreiras.

E quando tudo voltar à normalidade, quando o vírus desaparecer, o teletrabalho continuará a ter futuro? Joana Carvalho Fernandes, consultora de comunicação, acredita que sim.

  • Temas: Economia
  • Ensino: Ensino Secundário

Ficha Técnica

  • Título: Teletrabalho em Portugal
  • Tipo: Programa de Informação Diária - Reportagem
  • Autoria: Joana Machado
  • Produção: RTP
  • Ano: 2020

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