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Um navio holandês naufragado em Melides?

Os destroços de um navio de madeira na Lagoa de Melides, concelho de Grândola, no Alentejo, ficaram a descoberto no areal em fevereiro de 2021, depois de intensas chuvadas. Os arqueólogos acreditam que podem ser vestígios de uma embarcação holandesa que se perdeu no século XVII.

O “Schoonhoven”, assim se chamava o navio que naufragou naquela zona a  23 de janeiro de 1626, tinha partido de Texel, nos Países Baixos, em dezembro do ano anterior e foi apanhado por uma tempestade quando cruzava a costa portuguesa. A Lagoa de Melides, então um estuário, terá sido vista pela tripulação como uma possibilidade desesperada para se protegerem, mas não foi possível evitar o naufrágio que matou a maior parte dos que seguiam a bordo.

O navio, com cerca de 400 toneladas, pertencia à Companhia Holandesa das Índias Orientais e viu assim interrompida a sua terceira viagem para a Ásia. Para os arqueólogos portugueses, apanhados de surpresa pela revelação dos destroços, o principal objetivo é proteger as madeiras postas a descoberto até reunirem condições para realizar uma escavação. Só esses trabalhos poderão confirmar se se trata de vestígios da embarcação holandesa ou não.

Nesta reportagem encontra declarações de Alexandre Monteiro, arqueólogo e coordenador Projeto Mergulho na História, e de António Batarda, chefe da Divisão de Arqueológica da Direção Geral Património Cultural.

Ficha Técnica

  • Título: Destroços de um navio naufragado em Melides
  • Tipo: Reportagem
  • Autoria: Catarina Isaac Carvalho
  • Produção: RTP
  • Ano: 2021

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