Rumo à Liberdade
Um país pobre e analfabeto
O país que a Revolução de 1974 encontrou era indigente e atrasado. Apesar de ter registado um crescimento económico invulgar nos anos anteriores à implantação da democracia, Portugal continuava a ser um dos países mais pobres e mais fechados da Europa.
Nos anos 50 tinha-se registado um incremento industrial no país, mas o mundo rural continuava a ter um peso grande na economia. A produtividade era, no entanto, mediocre e muito dependente do trabalho manual. A economia estava condicionada pela debilidade tecnológica, pela reduzida dimensão da maior parte das empresas, muitas com estruturas familiares e incapazes de gerar muitos empregos, e pelo controlo e protecionismo patrocinado pelo próprio Governo.
Um dos exemplos das dificuldades dos empresários foi a lei de condicionamento industrial, que limitava a iniciativa privada, exigia autorização governamental para a implantação de novas indústrias ou a expansão das existentes. Desta forma limitava-se a concorrência enquanto se reforçava o dirigismo estatal.
Também a rede de estradas era pequena e de baixa qualidade. O analfabetismo mantinha-se elevado. Era também um país onde não se podia fazer greve e as mulheres só tinham conta bancária ou viajavam com autorização do marido.
Na série “Rumo à Liberdade” António Barreto mergulhou nos arquivos da RTP para perceber como o 25 de Abril mudou o quotidiano dos portugueses. Trata-se de um retrato do país que atravessa décadas.
Ficha Técnica
- Título: Rumo à Liberdade - Um país pobre
- Tipologia: Programa
- Autoria: António Barreto
- Produção: RTP
- Ano: 2024