Uma geração marcada pela Guerra Colonial

Custódio Soeiro, Francisco Janeiro e Arminda Santos viram as suas vidas mudarem por causa das guerras que aconteceram nas antigas colónias portuguesas durante as décadas de 1960 e 1970. Não foram os únicos da sua geração a sofrer os efeitos do conflito.

Quando os movimentos de libertação das antigas colónias africanas protagonizaram os massacres de civis no norte de Angola — que mataram cerca de oito mil pessoas — e ataques na capital, Luanda, em 1961, o Governo em Lisboa demorou um mês a decidir, mas acabou por enviar tropas para tentar neutralizar a revolta.

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Custódio Soeiro fez parte do primeiro contingente a ser enviado pela metrópole. Em Luanda, capital de Angola, foi recebido pelos aplausos da multidão, mas enfrentou muitas dificuldades para atuar num país vasto, com poucas estradas e áreas ainda inexploradas.

Mais militares chegariam nos anos seguintes a Angola, a Moçambique, à Guiné e a Cabo Verde. Luís Vicente foi um dos últimos soldados a sair do país para defender as antigas colónias. Francisco Janeiro participou na guerra, mas perdeu uma perna e um olho após pisar uma mina. Entre os cerca de nove mil militares portugueses mortos em combate está Henrique Costa, que deixou em Portugal a esposa Noémia e uma filha.

Estas são algumas das histórias contadas nesta reportagem sobre aquele período da história portuguesa.

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