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A batalha de Montes Claros

A batalha dos Montes Claros, em 17 de junho de 1665, é a última de um conjunto de batalhas de grandes proporções, tidas como essenciais para garantir a independência de Portugal durante a guerra da restauração.

O Alentejo viveu, durante as guerras da restauração, um dos seus mais conturbados momentos, com diversas batalhas e recontros entre portugueses e castelhanos.

Na batalha de Montes Claros, entre Estremoz e Vila Viçosa, o exército português alinhou cerca de 20 mil homens, enquanto os castelhanos avançaram com mais de 25 mil.

Os soldados castelhanos cercavam Vila Viçosa, terra do novo rei de Portugal D. João IV, quando souberam da presença da força portuguesa que chegava de Lisboa e se detivera em Montes Claros.

O comandante espanhol, o Marques de Caracena, decidiu avançar sobre as tropas portuguesas comandadas pelo Marques de Marialva. O combate foi equilibrado, mas depois de sete horas, e após vários ataques que não deram resultados práticos, o exército castelhano tentou retirar de forma ordenada, mas os portugueses aperceberam-se da manobra e realizaram diversos ataques de cavalaria e infantaria que transformaram a retirada numa debandada.

Os portugueses perderam cerca de 700 homens nesta luta, mas os castelhanos viram as suas froças reduzidas em mais de dez mil homens, entre mortos, feridos e prisioneiros. Considera-se que foi um golpe decisivo para o reconhecimento da independência portuguesa em 1668.

  • Temas: História
  • Ensino: 2º Ciclo, 3º Ciclo, Ensino Secundário

Ficha Técnica

  • Título: O Bom Sabor do Alentejo
  • Tipo: Excerto de documentário
  • Autoria: José Hermano Saraiva
  • Produção: Videofono para a RTP
  • Ano: 2002

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