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A indústria portuguesa durante a II Guerra Mundial

Em termos políticos Portugal ficou dividido entre os Aliados e o Eixo durante a II Guerra Mundial, mas o seu setor industrial beneficiou com o conflito, de um modo geral. No período que se seguiu, o governo de Salazar apostou numa nova política produtiva e o apoio do Plano Marshall contribui para uma aceleração económica.

A II Guerra Mundial agravou a falta de matérias primas, mas alguma actividade industrial como os têxteis ou as conservas prosperam. O mesmo acontece com a cortiça e muito especialmente com o volfrâmio – produto utilizado para reforçar as ligas de aço – para a qual a indústria bélica do Eixo não tinha outros fornecedores para além de Portugal e Espanha.

No pós-guerra, Ferreira Dias assumiu a condução do Ministério da Economia e são da sua lavra a Lei da Electrificação e a Lei da Reorganização e do  Fomento Industrial. A legislação aliada aos fundos obtidos através do Plano Marshall, no princípio dos anos 50, cria um novo surto de crescimento da indústria portuguesa.

Os portugueses desejam, no entanto, mudanças políticas mais profundas e as eleições presidências de 1958 refletem o descontentamento que se vive nas ruas, situação que será agravada com o início da guerra colonial. O regime também percebe que, em termos económicos, o mundo está em mudança e adere à EFTA (Associação Europeia de Livre Comércio).

Ficha Técnica

  • Título: História da Indústria em Portugal - Da ditadura á integração europeia
  • Tipo: Extrato de Programa
  • Produção: RTP/ AEP
  • Ano: 2000

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