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Germano de Almeida, contador de estórias

Advogado e jornalista, é um dos autores mais consagrados da literatura lusófona. Usa de forma hábil o sarcasmo e a ironia para retratar a vida pública e privada de Cabo-Verde. 'O testamento do Sr. Napumoceno da Silva Araújo' foi clássico instantâneo.

Germano de Almeida nasceu na Ilha da Boavista, em 1945 e viveu toda a juventude em Cabo Verde. Partiu aos 18 anos para continuar os estudos e se licenciar em Direito, na Universidade de Lisboa. Regressou ao arquipélago e passou a exercer a advocacia na Ilha de São Vicente. Deu os primeiros passos como escritor apenas no início da década de 1980 e as primeiras histórias são publicadas sob o pseudónimo de Romualdo Cruz. Em conjunto com o artista plástico Leão Lopes e o psicólogo Rui Figueiredo, fundou aquela que viria a ser a segunda publicação literária mais importante do Cabo-Verde independente. O primeiro número da Ponto & Vírgula saiu para a rua em março de 1983.

Em 1989 publica o primeiro romance. ‘O testamento do sr. Napumoceno da Silva Araújo’ foi elogiado pela crítica e é considerado um clássico da literatura cabo-verdiana e lusófona. Faz o retrato metafórico e satírico da sociedade do Mindelo.  O livro foi adaptado ao cinema por Francisco Manso e conquistou o Prémio de Melhor Filme do festival de cinema de Gramado, no Brasil. Além de ser advogado, profissão que exerce até hoje, e de ser um contador de histórias, Germano é também um apaixonado do jornalismo. É co-proprietário e diretor do jornal Aguaviva e colabora com o diário português Público. Continua a viver na Ilha de São Vicente, onde advoga e escreve.

Ficha Técnica

  • Título: Grandes Africanos
  • Tipo: Programa de Televisão
  • Autoria: Milene Matos Silva
  • Produção: Companhia de Ideias para a RTP
  • Ano: 2014

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