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Luís Sepúlveda, o escritor que faz histórias de memórias

Nos livros que escreve, aprendeu outra forma de resistir. Desta vez, contra o esquecimento. Como se precisasse desse exercício constante para ajustar contas com o passado. Do jovem que nasceu no Chile e, de um dia para o outro, viu a ditadura instalar-se no seu país. Do ativista político duas vezes preso e obrigado ao exílio. Do guerrilheiro nas fileiras sandinistas e do correspondente de guerra em Angola. Luís Sepúlveda presenciou momentos importantes do século XX, descobriu mundos e fez-se contador destas e de outras histórias.

Luís Sepúlveda aprendeu cedo a resistir. O golpe militar de Augusto Pinochet, a 11 de setembro de 1973, condenou-o à prisão, mas não o impediu de tomar as decisões políticas que iriam marcar a sua vida para sempre. Ele, que era filiado no Partido Socialista, e fora guarda pessoal de Salvador Allende, o presidente chileno deposto, seguiu as suas convicções e foi combater ditaduras. No Chile, a sua terra natal, ou na Nicarágua, ao lado de Simón Bolívar. Nos longos tempos de exílio percorreu geografias tão distantes como a Alemanha, onde foi motorista de autocarros, ou a Suécia, a ensinar literatura espanhola.

Todas as vidas do grande aventureiro que é, vão sendo reencontradas e apaziguadas na paixão da escrita. As histórias que fazem de Sepúlveda um dos autores sul americanos mais lidos no mundo são também fragmentos do passado que ainda o persegue. Antes e depois de “O Velho Que Lia Romances de Amor”, romance que o confirmou como fantástico contador em língua castelhana.

Ficha Técnica

  • Título: Câmara Clara
  • Tipo: Extrato de Programa Cultural - Reportagem de Inês Fonseca Santos
  • Autoria: Paula Moura Pinheiro
  • Produção: RTP
  • Ano: 2009

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