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O incêndio do Reichstag

O Reichstag é, em termos simples, a sede do parlamento alemão, hoje chamado Bundestag, e situa-se em Berlim. O edifício foi construído no século XIX para albergar o parlamento – então chamada Dieta – da Alemanha Imperial e, depois da I Guerra Mundial, da república de Weimar.

A 27 de fevereiro de 1933, à noite, deflagrou um grande incêndio que o destruiu quase completamente. Este facto teve um enorme impacto na cena política da Alemanha e é considerado pelos historiadores como o episódio que apressou a tomada do poder por Hitler e a instauração do nazismo na Alemanha.

 

  • Como?

O incêndio do Reichstag teve um autor confesso, que foi capturado pelas forças policiais logo que chegaram ao local. Tratava-se de um jovem comunista holandês, de nome Marinus van der Lubbe, que afirmou ter provocado o incêndio por motivações políticas, ou seja, como forma de alertar e unir os trabalhadores alemães contra o governo fascista. Nessa altura, Adolf Hitler era chanceler havia menos de um mês e aproveitou imediatamente o evento para convencer o presidente a decretar o estado de emergência no país, alegando que estava em curso uma conspiração comunista. Isto deu origem, portanto, a uma vaga de repressão contra os membros e simpatizantes do Partido Comunista Alemão, que era a principal força de oposição ao partido nazi. Hitler conseguiu, desta forma, controlar o parlamento e consolidar o seu poder de forma decisiva e irreversível.

 

  • De quem foi a responsabilidade do incêndio?

O assunto continua dividir as opiniões e a constituir motivo de polémicas e especulações. O seu autor confesso afirmou ter agido sozinho e sem participação do Partido Comunista, mas foram presos mais 3 homens, três búlgaros da Internacional Comunista, julgados em conjunto com van der Lubbe, mas foram absolvidos, ao contrário daquele, que foi dado como culpado e condenado à morte. Posteriormente, surgiram teses que apontavam para uma possível autoria por parte do próprio partido nazi, que teria assim criado um incidente para justificar as purgas e a repressão. Há testemunhos contraditórios e várias teses, uma das quais invoca uma alegada confissão de Hermann Goering sobre a autoria do incêndio. Há também quem relembre o passado pirómano de van der Lubbe, que já tinha tentado causar vários incêndios antes do incidente do Reichstag.

Ouça aqui outros episódios do programa Dias da História

  • Temas: História
  • Ensino: 3º Ciclo, Ensino Secundário

Ficha Técnica

  • Título: Os Dias da História - Incêndio do Reichstag
  • Tipo: Programa
  • Autoria: Paulo Sousa Pinto
  • Produção: Antena 2
  • Ano: 2017

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