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O poder dos provedores na comunicação social

Elemento de mediação entre o público e os orgãos de comunicação social, a figura do provedor (do leitor, dos ouvintes, do telespetador) nasceu nos anos sessenta nos Estados Unidos da América. Em Portugal, existem provedores na RTP e nalguns jornais.

O estatuto do provedor do Diário de Notícias define-o como «uma entidade independente que tem por missão assegurar a defesa dos direitos dos leitores». Foi este o primeiro jornal português a criar esta função, em1997, um cargo desempenhado na altura pelo jornalista Mário Bettencourt Resendes. Mais tarde, outros se seguiram, e a própria Rádio e Televisão de Portugal acolheu o Provedor do Telespetador e o Provedor do Ouvinte, cargos legalmente previstos e que ainda hoje se mantêm.

Noutros pontos do mundo, o provedor pode ser conhecido como defensor do leitor ou ombudsman, mas – genericamente – as suas funções não diferem muito: recebe queixas depois consumidores e procura respostas depois jornalistas ou outros profissionais envolvidos na queixa. Na rádio ou na televisão, por exemplo, é comum existirem questões sobre áreas técnicas ou multimédia que o provedor analisa.

A maior parte dos provedores tem uma experiência profissional ou académica vasta, que lhes permite conhecer profundamente os meios onde irão desempenhar a sua função. Deve realçar-se que uma das características deste cargo é a sua independência das direções ou administrações, como forma de garantir que o provedor não é condicionado nas suas opiniões. Nos jornais é habitual existir uma coluna semanal para responder aos leitores, enquanto que na RTP existem programas de televisão e de rádio, semanais, com a mesma função.

 

Ficha Técnica

  • Título: Nativos Digitais - O poder dos provedores
  • Tipo: Extrato de Programa
  • Produção: RTP/ Farol de Ideias
  • Ano: 2012

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