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Foz Côa, a arte na pedra

Cavalos, cabras, touros selvagens e outros animais foram gravados na rocha pelo homem do Paleolítico. O Parque Arqueológico do Vale do Côa é um raro testemunho da arte primitiva com dimensão universal reconhecida pela UNESCO.

Nas margens do rio Côa, há pedras com 20 mil anos de história gravada. São milhares de rochas de xisto que o homem do Paleolítico transformou em painéis de arte. Os desenhos, sobretudo realistas, representam animais de grande porte, quase sempre de perfil, gravados em traços largos, finos ou profundos recorrendo às técnicas da picotagem, filiforme, abrasão e pincelado.

Mas se hoje estes vestígios  de incalculável valor histórico pertencem à Humanidade, como reconheceu a UNESCO em 1998, no passado recente foram alvo de polémica e quase desapareciam nas águas de uma barragem. O projecto de betão acabou por não se concretizar e o Parque Arqueológico do Vale do Côa, o primeiro parque arqueológico português, ganhou visibilidade científica, cultural e patrimonial. Em 2010 foi inaugurado o Museu do Côa, com projeto de arquitetura de  Pedro Tiago Pimentel e Camilo Rebelo, que divulga, explica e contextualiza as primeiras obras primas produzidas pelos nossos antepassados e que ainda inspiram artistas contemporâneos.

O historiador António Martinho Baptista conduz-nos agora numa visita pela maior galeria de arte rupestre ao ar livre., testemunho de um passado com milhares de anos.

Ficha Técnica

  • Título: Património Mundial Português
  • Tipo: Documentário
  • Produção: Filma e Vê e RTP2
  • Ano: 2009

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