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Violência doméstica: mulheres que tiveram a vida por um fio

Sofrem insultos, humilhações, ameaças e agressões físicas. São mulheres, vítimas dos homens que amam ou amaram. Casadas, divorciadas, namoradas, todas têm histórias semelhantes. Muitas acabam por morrer às mãos do agressor. Inês e Estrela fugiram a tempo.

Inês Pinheiro e Estrela do Céu sorriem. Percorreram um caminho tortuoso, anos seguidos de maus-tratos psicológicos e físicos que deixaram marcas profundas. Cercadas pelo medo, afastaram-se da família e dos amigos, tinham vergonha de contar que eram maltratadas pelos companheiros, que se “sentiam perseguidas dentro da própria casa”. Por muito que protegessem os filhos, era impossível as crianças não ficarem afetadas pela violência diária. Um dia decidiram que não ia ser mais assim: ganharam forças e começaram uma vida nova.

Em todo o mundo há mulheres como Inês e Estrela, com histórias de sofrimento, muitas a terminarem da pior maneira. De acordo com a Organização Mundial de Saúde quase metade das mulheres assassinadas são mortas pelos atuais ou pelos ex  maridos e namorados. Em Portugal, o crime de violência doméstica aumentou nos últimos anos. Em 2014, a vida de 42 portuguesas acabou às mãos dos seus agressores. Um ano antes morreram 33 mulheres e 29 homens foram condenados por homicídio. A violência doméstica é punida com uma pena que vai até aos 5 anos de prisão. Em caso de morte, pode chegar aos 10 anos.

As mulheres agredidas não têm por hábito apresentar queixa à Justiça. Receiam que as autoridades policiais não façam nada e que os companheiros descubram e as maltratem ainda mais. Os pedidos de ajuda são normalmente feitos a instituições e associações como a APAV, Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, a UMAR União de Mulheres Alternativa e Resposta,  a AMCV, Associação de Mulheres Contra a Violência e a Santa Casa da Misericórdia. Algumas destas instituições tem casas de abrigo e casas para acolhimento de emergência, para socorrer

Dos testemunhos de Inês e Estrela há uma mensagem a reter: não se isolem no sofrimento, não se deixem dominar, não se transformem numa vítima. Conselhos que valem para mulheres casadas, divorciadas e namoradas.

 

 

  • Temas: Cidadania
  • Ensino: 3º Ciclo, Ensino Secundário

Ficha Técnica

  • Título: Tolerância Zero - Violência Doméstica
  • Tipo: Extrato de Programa
  • Produção: Academia RTP
  • Ano: 2012

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